segunda-feira, 12 de outubro de 2026

E lá vamos nós...

 Já nem sei quantas vezes falei de recomeço nesse blog… Quem ainda usa blog? Percebi que no segundo semestre de cada ano, o meu cérebro me presenteia com uma crise existencial e eu recorro à ajuda psicológica. Começo terapias, abordagens e assim como muitas outras coisas na minha vida, desisto. Dessa vez estou decidida a não desistir, por mais que uma voz no meu subconsciente esteja em contagem regressiva. 
Pois é, mais uma tentativa, mais uma terapia. 
Minha psicanalista tem feito perguntas que me instigam a escrever novamente, não mais no meu grande diário de capa rosa que guardo desde os 20 anos, mas aqui... pra todo mundo ler; pra ninguém ler. 
Perguntas como: Quem é você? Por que quase sempre procura ajuda em setembro? Por que sempre para a terapia? O que tem medo de encontrar? Por que se preocupa em ser a boazinha? 
As respostas? Não sei, ou só não quero saber. 
Talvez o Setembro Amarelo me "lembre" tendências que no passado me assombravam? Talvez seja o mês de aniversário da minha mãe e o lembrete constante de que, a cada ano que passa, ela vai dando um passo para longe de mim? 
E ao refletir sobre isso, o meu cérebro, como se entrasse em protocolo de emergência, começa a fazer outras perguntas que me levam a outro caminho do que o da resposta de que preciso.
Me lembro de coisas que nem lembro quando ocorreram, por mais incoerente que isso pareça.

Coisas como — Não é engraçado como algumas coisas são tão simples para alguns, mas ocupam um espaço enorme na mente de outras pessoas? Eu me lembro, vagamente, de um comportamento em sala (inofensivo), mas que chamou a atenção da minha professora ao me perguntar "você está bem?" Por que isso me assombra de alguma forma até hoje?

Por que meu comportamento de brincar com meu cabelo foi percebido como não "normal"? Por que isso me marcou de alguma forma? Não bastava ser boa, tinha que ser perfeita. E isso me assombra até hoje. 
Por que preciso que gostem de mim? 
Me pergunto se sou boa ou quero parecer boa. E aí já me sinto péssima, em todos os sentidos. 
Sempre priorizando o outro, os outros... sem coragem para ligar o "foda-se". É tão cansativo revisitar esses sentimentos. 
Esse blog tá aqui há 17 anos com as mesmas reticências. Sinto que não evoluí nada. SInto que o tempo passou para mim e é tarde demais pra recomeçar. O que vão falar se eu falhar?
Queria conseguir me desligar de tudo por um tempo. Meu cérebro viciado em dopamina não deixa. 
Quero emagrecer enquanto como brigadeiro. Tantas tentativas, tanto investimento, mas sem disciplina. Por que preciso ter "pressão" externa para mudar? Por que eu não sou o bastante pra mim mesma? 
Iniciei esse post buscando respostas em mim e saio com mais perguntas. E esse é o problema: sempre tem um porquê que não consigo responder; não quero responder. Porque? 
E mais uma vez vou me afastando das perguntas principais, colocando outras centenas de questionamentos no caminho. A cabeça dói. 

sexta-feira, 26 de setembro de 2025

New Life?


Hoje em minha sessão com meu psicólogo lembrei deste blog... quanto tempo não escrevo por aqui. 

Vontade de escrever, até tive várias vezes, mas a "correria" não me permitiu. 
A correria que me refiro, não é a correria do dia a dia, mas sim da minha mente. 
Ao reler alguns textos antigos, achei que iria ver o quão "boba" eu era, ao invés disso, me assustei. 
Como diria Elis, "ainda somos os mesmos" ... Percebi há quanto tempo luto para me sentir feliz e me entender. 
Muitas pessoas dizem que o mundo está muito barulhento, mas é porque não podem ouvir os meus pensamentos. Agora mesmo escrevo com Murilo Moraes tocando ao fundo, só assim consigo calar os gritos internos e consigo "falar". 
Aqui... pra mim mesma, pra ninguém, pra alguém. 
Que loucura, às vezes só vêm palavras soltas. E assim é minha mente, um tsunami de pensamentos que lutam para serem ouvidos e que os ec
os chegam nas pontas dos dedos enquanto digito. 
E se nada der certo? Não seria melhor simplesmente desistir, abandonar... 
Mas algo me prende... o que? Sei lá? Às vezes quero muito viver tudo, ao mesmo tempo que tenho medo. 

Medo de perder minha mãe, medo de envelhecer, de adoecer, de viver. 

Não sou suicida (ao menos nessa encarnação) porque até pra isso me falta coragem. O  medo da consequência espiritual.  

Às vezes só me sinto cansada de ser eu. Eu queria ser ativa, mais feminina, mais calma, mais paciente, mais estável. 
Se eu falasse 1/3 dos meus pensamentos, já estaria em encontros semanais em algum CAPS (nada contra, por sinal). 
Veja... esse é meu problema, tenho tantos pensamentos aleatórios. 
Penso e me julgo, me justifico.

A minha inconstância é a única coisa constante. Além do meu talento em encontrar 11 problemas para 10 soluções.

Me dá preguiça de ouvir todos esses pensamentos, então me entorpeço com ocupações. Ao mesmo tempo que meu corpo não responde mais como antes. Meu cérebro quer muito, meu corpo não. Nunca sou boa o suficiente pra mim mesma. 

Olho no espelho e o que vejo não é só um reflexo, mas às vezes uma estranha. 


-"Você se reconhece? Sabe que é você?" — pergunta meu psicólogo. 

-"Sim, eu acho. É uma pergunta complexa essa de saber quem somos, não é?"

Meu cérebro e minha mente não entram em acordo e daí talvez venha essa sensação de que "eu" do espelho às vezes parece tão diferente. 

Sinto esse sufocamento de pensamentos e escrevo, aí como a calmaria depois da tempestade, tudo vai aliviando um pouco. 

Não os pensamentos, esses nunca vão embora. 

Mas a falta de energia em andar por aí é substituída pelas palavras escritas. 

Ao aliviar um pouco e esvasiar um pouco o copo, me distraio novamente. 

"Is it a bird or a plane?"



 


domingo, 3 de fevereiro de 2019

FADED

Here I stand; fighting again with my depressed thoughts. I ask myself why can't I feel happy?  Why do I feel this emptiness inside of me? Why my anxiety makes me overthink about silly things? 
I want to go out, but my bed holds me tight. My mom tells me that everything is going to be alright, and I want so badly to believe in her words, but I cannot. 
For five days I have been in this mood; I cry all the time that I am alone, my house walls are suffocating, but like a frog in warm water, I stay. 
Facing the wall again and thinking: 'I was okay, what happened?'
I miss you so much, but you act like you don't care... I feel pathetic... 
Should I count how many "I"s I have written so far? 
My stomach asks for food, but everything is tasteless without you; I am obsessed. 
How can I overcome this? 

domingo, 18 de fevereiro de 2018

My type of writing

 As a high school student, I used to have a teacher, who taught me to write down whenever I would feel suffocated by my own feelings. So, I usually write when I have too many thoughts running through my mind. It is a therapy; in fact, it is more like an exorcism that expulses the demons of my fears and frustrated emotions.  
Writing became an addiction. However, it is difficult for me writing concisely, especially in English. I use to write harangue texts, creating ambivalent thoughts on the mind of those who reads my essays. 
My goal is to become a more consistent writer. I want to be able to express my ideas and theories clearly. In order to achieve this ability, I have been attending several online courses and reading a lot. I know it is going to be a difficult journey, but I´m ready for it. 

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

"Se você cair sete vezes, levante-se oito" Provérbio

Manter-me focada é um desafio, que tenho tentado sobrepujar. Minha mente é inquieta de uma maneira que ao mesmo tempo que penso sobre as obrigações diárias, o meu cérebro processa  a guerra no oriente médio, enquanto ouço música e como pipoca (...) CAOS. O mundo é movido a ações e não a teorias; com a minha dispersão de energia mental, acabo presa a palavras e pensamentos, mas sem mover um dedo para uma mudança real. 
Sou reconhecida por ser "fogo de palha" (expressão nordestina para pessoa que entusiasma-se com as coisas de forma rápida e intensa, mas que perde o interesse com a mesma velocidade); tenho a ambição de evoluir em todos os sentidos e muitas vezes até dou o primeiro passo, o segundo... o problema é sempre o último. 
Iniciar as coisas e não leva-las até o final! Esse é o meu problema. Não quero depender de outras pessoas para incentivar-me a manter o  foco, quero ser uma pessoa disciplinada. Sou daquele tipo de gente que possui dezenas de caixas para organizar suas coisas, mas que nunca coloca nada dentro. 
Sei onde quero chegar e o que preciso fazer para isso, mas manter-me no caminho é a grande questão. Como uma criança vislumbrada, me distraio com tudo, como se vivesse eternamente a velha parábola da lebre a tartaruga, sendo eu, obviamente, a lebre. 
Como consequência, meus sentimentos tomam conta de minhas ações, já que o meu cérebro está ocupado demais. É um verdadeiro picadeiro! Aqui estou eu mais uma vez, percebendo como estou me sabotando pela milésima vez, mas acredito que essa percepção em si, já é um avanço, pois o primeiro passo para a evolução é o reconhecimento daquilo que nos mantém presos ao nosso estado de infelicidade. 
Agora, espero continuar  até o fim da estrada. Já parei demais para "apreciar a paisagem pelo caminho". Sou minha principal oponente e estou cansada de apanhar. 

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

E a jornada continua...

Cumprindo com um dos meus objetivos no mês de fevereiro, vamos a minha postagem diária. 
TOPIC: "What is your zodiac sign and does it fit your person?"

My zodiac sign is Gemini. 

"GEMINI TRAITS
Strengths: Gentle, affectionate, curious, adaptable, ability to learn quickly and exchange ideas
Weaknesses: Nervous, inconsistent, indecisive
Gemini likes: Music, books, magazines, chats with nearly anyone, short trips around the town
Gemini dislikes: Being alone, being confined, repetition and routine."
Fonte: http://www.astrology-zodiac-signs.com/zodiac-signs/gemini/

Based on these traits, I must say that Gemini fits my person.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Desafios de um novo começo

Há 06 meses atrás, eu decidi mudar completamente a minha vida. Tomei uma série de atitudes que muitos consideram insanas, como por exemplo: sair do meu antigo emprego, no qual eu trabalhava há quase 10 anos, encerrar relacionamentos antigos, viajar para os EUA completamente sozinha e sem experiência, conseguir outro emprego em uma área completamente diferente do que eu estava acostumada até então, entre outras coisas. Entretanto, eu não sabia que a etapa mais difícil seria a que agora eu enfrento. O desapego aos velhos hábitos e o desenvolvimento do meu amor próprio.
As mudanças mais dramáticas sem dúvida tiveram o seu grau de dificuldade, haja visto que o sentimento, ao ousarmos sair da nossa zona de conforto, é assustador. Todavia, estas mudanças são as mais fáceis de realizar; mudar a si mesmo é o grande desafio.
Enfrentar as enfermidades da nossa alma é uma missão cruel, capaz de nos fazer perder a sanidade. Percebi o quão assustada eu estava, quando tive uma crise de pânico no voo de volta ao Brasil. Eu não conseguia me controlar, as lágrimas não paravam. Acreditei que era por deixar para trás as pessoas que conheci, mas hoje sei que era medo! Inconscientemente, eu estava em pânico por saber  oque teria que enfrentar ao voltar. A batalha contra mim mesma.
Uma das coisas que sempre fiz foi tentar agradar a todos. Sempre tive dificuldade para dizer "NÃO" a minha consciência era escrava da opinião alheia. Hoje, ainda não sou livre. O preço da liberdade é caro e ainda estou distante de quitar este débito. Estou pagando suaves prestações, mas ainda perco o foco facilmente.
Decidi desafiar-me com objetivos e metas mensais, pois percebi que há 2 semanas os velhos hábitos que acorrentaram meu livre arbítrio, estão voltando para uma revanche. O que eu não estou disposta a aceitar.
Postarei aqui meus 10 objetivos mensais e me sinto obrigada a cumpri-los, pois mesmo que ninguém leia este blog, o fato de comprometer-me por escrito a fazer algo, desafia o meu orgulho.

Dividi meus objetivos em setores:

FEVEREIRO 2018

Saúde:
- Eliminar 3 KG. até o dia 01/03
- Beber no mínimo 3 litros de água por dia.

Pessoal:
- Postar no blog diariamente.
- Ser menos "dependente" das pessoas

Educação:
- Submeter um artigo
- Concluir 2 cursos online

Profissional:
- Concluir planejamento semestral das aulas que irei lecionar
- Estabelecer uma rotina profissional e segui-la rigorosamente

Financeiro:
- Conseguir R$ 2.000 este mês
- Durante todo o mês, não gastar mais que R$ 20,00 com banalidades


Comprometo-me que no dia 01/03/18 postarei aqui o resultado dos objetivos de fevereiro e quais serão as metas para março. 

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

30 Days Blog Challenge - Day 2 "Write down 20 radom facts about you"


1- I can count the number of friends that I have
2- I cry easily
3- I hate beet
4- I don´t like to celebrate my birthday
5- I´m afraid of frogs and thunders
6- I love Disney
7- I hate losing. I´m really competitive. 
8- When I find a song I like, I´ll listen to it on repeat until I get sick of it
9- I often quote songs lyrics to descrive circmstances in my life 
10- Nowadays my favorite kind of food is Korean food
11- I get cold easily 
12- As a kid, I wanted to be a veterinarian
13- When I´m in love, I´m all in, heart and soul
14- When I´m upset, I just go to sleep
15- I love making people laugh
16- I love having/ giving massages
17- I love potatoes... like, any form of them; mashed, baked, chipped...
18- I love to sleep when it´s raining
19- I love dancing
20- I love to travel 

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

30 Day Blog Challenge - Day 1 - Where would you like to be in 10 years.

"Where would you like to be in 10 years?", this is usually a popular question among job and colleges interviews. We never know what the future holds, and thinking about the future is always a challenge. However, we must set our goals and planning how we will achieve them. Because, If we don´t know what we want in the future, how can we be prepare ourselves for it?
In ten years, after finishing my master degree, I want to work as a professor at a university; I see myself progressing in my English language proficiency, and helping others teachers as well. 
I hope to get married to a lovely, intelligent and funny man. It´s also my wish to travel to other countries with my husband, and after some time to have children, when both of us decide that it´s the right moment.
In addition, I want to have a comfortable financial situation, which allows me to buy a house, and living without worrying about money. 
I  know that many challenges are lying ahead of me as well; however, I´m eager  to experience what the future holds, and I´m preparing myself for it. 

Bonus
About 12 years ago, I wrote a list of 20 things I want to do before dying. Here is the list:

1- To Build a Healthy and Happy Family;
2- To read atleast 500 good books;
3- To watch about 500 movies;
4- To find 5 loyal friends;
5- To travel to 3 different countries;
6-  To travel to the 5 regions in my country;
7- To change someone´s life;
8- To be an English teacher;
9- To work as a volunteer;
10- To learn 2 foreign languages;
11- To save atleast 10 dogs;
12- To learn how to play any musical instrument;
13- To buy a house;
14- To help poor kids;
15- To have an organized financial life;
16- To write a book; 
17- To overcome my fear of frogs;
18- To help old people;
19- To have my own business (atleast for some time); 
20- To live each day as my last day.  

I must confess that I´m a little embarassed because I´ve forgotten this list for several years. Anyway, "Though no one can go back and make a brand new start, anyone can start from now and make a brand new ending." (BARRIE N. Tritie, 1997). 

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

20 dias que mudaram minha vida!

Como 20 dias podem mudar uma vida? Depois de quase 10 anos trabalhando para a mesma empresa, foi um momento muito difícil quando pedir minha demissão. Sou grata por tudo que lá aprendi. Só que chega um momento na vida de todos nós, onde nos questionamos se estamos seguindo o caminho correto na grande estrada da vida. 
Durante muito tempo minha vida era o trabalho, para o trabalho e pelo trabalho. Quando desliguei-me da empresa, passei por um momento de crise existencial. O que vou fazer? Qual o meu objetivo? O que quero? Será que vai dar certo? Muitos foram os questionamentos que passaram pela minha cabeça. 
Quando percebi o dinheiro da minha rescisão indo embora, decidi que precisava fazer para mim. Tomei coragem e decidi fazer minha primeira viagem para os EUA. O primeiro desafio foi conseguir meu visto, afinal uma moça de 28 anos, solteira, sem filhos, recém desempregada e sem nenhum bem próprio, como seria possível? Acredito que quando as coisas precisam acontecer, as coisas conspiram ao favor. Consegui meu visto! 
Como foi uma viagem de última hora, acabei gastando 3 vezes mais do que normalmente uma pessoa gastaria. Eu sei que é loucura, mas eu precisava daquele momento. A primeira coisa que me chamou a atenção foi o procedimento para voos internacionais. É diferente, parece que as pessoas são mais simpáticas rsrs, ou talvez eu estivesse de melhor humor. Foram mais de 14 horas para chegar a cidade de Chicago. 
Quando sai do aeroporto o frio era surreal, mas para não "ficar por baixo", fingi que estava tudo bem. Enquanto isso, até minha alma estava congelando lol. Nesta cidade tive experiências incríveis! Vi a neve pela primeira vez e não demorou muito para eu detesta-la, pois atrapalhava meu andar e queimava minha pele.  A altura dos prédios da cidade é uma loucura! Sei que estou parecendo uma menina do interior, mas é o que sou, gente! lol Andar de metrô pela primeira vez, visitar monumentos e passar 18 dias no Campus da University of Illinois Urbana- Champaign (UIUC), foram sem dúvida, emoções únicas. 
A coisa mais maravilhosa foi poder recuperar a minha essência. Senti-me muito bem, parecia que o mundo havia saído das minhas costas. Consegui entender porque existem imigrantes ilegais. É surreal como tudo é lindo. Tudo que vivenciei nesses 20 dias, me proporcionaram lições para a vida toda e o mais importante é que eu voltei a ter um objetivo! Um desafio! 
Decidi que quero investir na minha educação e ser a melhor professora de inglês que eu puder ser. Estou iniciando meu próprio negócio de aulas on line (momento merchandising lol) que é o www.247languages.com e pretendo voltar para UIUC no final do ano. 
Não vou mais esperar as coisas acontecerem e ficar reclamando da vida! Estou tomando as rédeas da minha vida. Sei que os momentos depressivos irão surgir novamente, mas não vou mais lutar contra eles, como quem luta contra a correnteza do mar! Deixarei que passem. Sem dúvida recorrerei mais uma vez a este espaço quando isso acontecer. 
Aderi a filosofia do Só por hoje! 
Hoje, decidi ser feliz e focada nos meus planos e metas. Decidi ser egoísta (sei que parece pesado), mas me colocarei sim como prioridade, sem machucar e nem passar por cima de ninguém. 
O ano mudou, mas o mais importante foi que eu mudei! Há os que não acreditam que 20 dias não são o suficiente para isso acontecer e que tudo isso que escrevi é bobagem. Não argumentarei, não debaterei, pois aos outros dou o direito de pensar o que quiser e a partir de hoje me dou o dever de ser quem eu quiser! 



sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Livro: O que é história? de EHCarr

Em uma conversa recente com uma pessoa muito querida, debatíamos sobre política e sobre como a humanidade insiste em cometer os mesmos erros, foi quando recebi a indicação desse livro e que leitura empolgante e curiosa. 
Sempre questionei o porquê das coisas... quero dizer... por que que cadeira é cadeira e não se chama mesa? Por que laranja chama laranja e limão não se chama verde ( ~eu sei... piada sem graça lol)... a medida que crescia, meus questionamentos tornaram-se mais carregados de crítica... por que a história retratava alguns heróis com anarquistas e alguns bandidos como mártires? ... quero dizer, sentia ser impossível que a história como conhecemos, ser fruto da imparcialidade e não de manobras daqueles que detinham o poder.
Também sempre me pareceu que as pessoas reclamam demais do passado, do presente e do futuro (como humana sou, não sou exceção). Inclusive na conversa que estávamos tendo, eu falei o quanto me preocupava e me chateava com a situação do nosso país, foi quando ouvi a seguinte frase: "Não se chateei, ..., as pessoas evoluem devagar...". Frase simples, mas suficiente para fazer o meu cérebro fértil exigir uma nova série de mudas. 
O mais interessante desta obra é não é que ele tenha uma visão exacerbadamente positivista, mas nos faz questionar os motivos para esse pessimismo... 
Chamou minha atenção o fato desta obra ter sido escrita entre o fim da 2ª guerra mundial e o desenrolar da guerra fria, ele (EHCarr) pode observar o momento de euforia otimista após a recuperação pós guerra até uma visão depressiva como o "anúncio silencioso" de uma Hecatombe Nuclear.  Medo que talvez muitos agora estejam sentindo (EUA e Coreia do Norte), mas com fatos e provas, ao invés do velho discurso apocalíptico, ... somos convidados a analisar o número vergonhoso de pessoas que investiram em construção de abrigos antinucleares por exemplo. 
No segundo capítulo, Carr parece questionar a imparcialidade história, ao mostrar que é impossível para o historiador se afastar de seu objeto de estudo.  
Os Capítulos que mais gostei foram os IV e V. Por quê o homem comete os mesmos erros? Por quê as coisas acontecem da forma que acontecem? Por quê  a história do meu país é retratada da forma que é? Por quê da história?  
A história é flexível! É Suscetível.... me fez lembrar de um discurso maravilhoso de uma das minhas escritoras favoritas Chimamanda Ngozi (deixarei o vídeo no final deste post) do perigo de uma única história. O livro em sua trajetória final (que finalizei há pouco) nos sugere esse "alargamento do Horizonte" ou seja a ampliação dessa visão das possíveis múltiplas interpretações ou ao menos de novos dados, novas investigações... afinal... o lobo será sempre mal se você só escutar a versão da chapeuzinho vermelho haha. 
Antes de encerrar o post, quero agradecer a essa pessoa que me indicou este livro que me encheu de otimismo quanto ao passado, presente e futuro e que mesmo que em passos lentos, a humanidade está caminhando e não somente em círculos haha. Agradeço também nesse post a Maria Antônia e Luiz, dois dos melhores professores que já tive, em breve escreverei um post com mais detalhes sobre eles, mas agradeço por terem despertado em mim o senso crítico ao invés do comodismo da massa. Obrigada mestres, o Luiz infelizmente não pertence mais ao nosso mundo e certamente se ainda aqui estivesse, não lembraria de mim e essa é a graça em ser professor, mudar vidas, de pessoas que você nem lembra mais. 


segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Montanha Russa


Tenho a impressão que só busco este blog quando os monstros da ansiedade e depressão despertam para alimentar-se, talvez por isso esse espaço é tão terapêutico para mim. Sempre que esses momentos terminam, eu penso:  O que foi aquilo? Exagero de uma pessoa desocupada? UAU! Que loucura, estava muito doida, acho que foi TPM. 

Assim eu vou levando, tratando os sintomas e esquecendo da doença... Em dias como hoje, me sinto terrivelmente só, tenho uma personagem que sorri, que é livre, que é tudo que eu quero ser, mas a depressão é uma amiga cruel que me abraça tão forte, que sufoca até meu choro. Dói... como a dor de perder um ente querido... meu peito torna-se pequeno pra tanta mágoa. 
Aqui vou eu em um dos meus momentos de auto piedade... As pessoas dizer: faça exercícios... bem eu tento, mas as vezes não tenho forças para sequer abrir os olhos.... as pessoa dizem: saia com seus amigos... encontre uma religião.... eu tentei... elas não entendem que não é uma escolha... o quanto eu luto com esse sentimento de vazio. 

É irritante eu sei... lidar com pessoas como eu em seus momentos de crise... não quero ser um fardo, por isso me calo... me afasto... me isolo... me camuflo... se eles acharem que estou bem, quem sabe eu realmente não possa ficar... eu não tenho paciência comigo mesma, porque eles deveriam? 

Tenho medo de escrever .... para que viver? essa pergunta ecoa de novo e de novo e de novo na minha cabeça... eu não tenho medo da morte, eu tenho medo de viver.... 

Daqui a pouco o monstro acalma-se e eu sentirei vergonha desses pensamentos... 
Me sinto sozinha, mas sei que sou eu quem afasto as pessoas... quero sair, mas quero ficar em casa.... quero ser amada, mas não quero amar.... ah minha frágil sanidade... 
Tenho que me conter, pois nesses momentos os monstros gritam... a música não os fazem calar-se, os risos das outras pessoas os deixam irritados... 
O que mais eu posso fazer?eu já procurei ajuda, já tentei encontrar Deus, já mudei a minha vida de uma forma que ninguém em sã consciência entenderia...  o que mais eu posso fazer pra essa dor e esse vazio ir embora? Não quero piedade, não quero atenção... Na verdade me sinto péssima por ser tão egoísta em dias como esses onde tudo que quero é lamentar minha solidão... 

Quero que esse monstro vá embora... a felicidade parece algo tão distante, tão utópico...Que eu possa sobreviver por hoje... alguns vídeos refletem exatamente como estou me sentindo hoje... ou há muito tempo... escolha um ou nenhum... é uma montanha russa (sobre)viver assim... 
Mas quero agradecer ao último vídeo por me fazer acalmar o monstro e voltar a minha sanidade...




segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Meu eterno recomeço

Há algum tempo não recorria a este lugar ... até esqueci o quanto me acompanhou em momentos de solidão... 
Aqui estou velho amigo... agora com 28 anos e tanta coisa pra contar... há 01 mês pedi demissão do meu emprego de 08 anos... resolvi agir, desisti daquela melancolia que me mantinha imóvel... estou estudando coreano, em Janeiro viajarei! O que irei fazer lá? O que vou encontrar lá? ... Não sei haha!
Irei! só sei isso. 
Estudar esta língua tem sido tão desafiante e me permitiu conhecer novas pessoas, que realmente fazem parte da minha vida agora, acho que elas não sabem o quanto sou sentimental e o quanto encaro com honestidade quando entrego minha amizade. Espero que sejam tão entregues quanto eu, ou serei a boba mais uma vez. 
Meu novo emprego é outro desafio, estava tão acostumada ao meu antigo trabalho, amava lecionar, amava meus alunos, mas resolvi que precisava viver!
Sinto que estou despertando para minha vida finalmente, mas é assustador as vezes...
Sou tão madura e infantil ao mesmo tempo hahaha que ser único eu sou... quanta pretensão... o que somos nós se não seres únicos?
Mais uma vez as palavras fluem confusas... isso não muda... assim como a presença constante das minhas amigas reticências(...) 
Poucos ainda são aqueles que conhecem esse meu mundo particular... 
Hoje o sentimento de solidão e desejo por liberdade emergiu mais uma vez... as vezes o confundo com tristeza, na verdade é uma apatia única e complexa... 
Preciso dançar... preciso falar, preciso sair desse círculo vicioso que é esse sentimento de vazio que as vezes me toma.
Amo a música hurt do Johnny Cash... reflete muitos dos meus pensamentos